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Histórias de ver e andar

Histórias de ver e andar foi o nome dado pelos árabes às narrativas de viagem, em épocas de descobrir mundos. Mas não é necessário ir longe para mudar de horizonte: o desconhecido mora ao lado, e também dentro da nossa porta. Reconhecê-lo – ou não – depende do modo de ver. E do modo de andar.

  • «No fim de cada um destes contos descobriremos que a vida, a nossa própria vida, não estava exactamente no lugar que pensávamos. […] Teolinda sobe as escadas do banal quotidiano para alcançar a câmara escura do ser. […] São catorze contos que nos precipitam em muito mais do que catorze mundos. Porque estes contos atravessam o comum da solidão e do desespero para chegar ao incomum singular da inquietação. E é isso o melhor que se pode esperar da ficção: que nos faça viajar até esse lugar simultaneamente próximo e

    longínquo, fervente, obscuro, que escondemos sob o véu social da identidade.»

    Inês Pedrosa, Expresso

    «A arte de Teolinda consegue o supremo prodígio de dar voz a um mundo interno, que tem a espessura da realidade televisionada (os mesmos lugares‑comuns, os mesmos valores, a mesma lógica) e simultaneamente deixar emergir o outro lado, o lado obscuro, surpreendido nas entrelinhas, nos sonhos, no grão de voz, em pequenos detalhes, que os títulos dos contos põem em evidência (As Laranjas, Natureza Morta com Cabeça de Goraz), e se tornam o elemento iluminador (ordenador) da experiência relatada.»

    Linda Santos Costa, Público

  • Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, 2002

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