Autobiografia não escrita de Martha Freud
«Este é um romance sobre personagens históricas, mas não um "romance histórico", na medida em que pretende seguir/reconstituir/aproximar-se o mais possível da realidade, obrigando-se a usar sobretudo a interpretação (que as torna visíveis), reduzindo ao mínimo a fantasia (que iria "atraiçoá-las"). Apesar da subjectividade inevitável de tudo o que é escrito, procura ser "objectivo", porque alicerçado em documentos.
Uma vez que Freud sempre teve voz e Martha foi até 2011 silenciada e reduzida ao estereótipo de esposa, mãe e dona de casa, descobrir a sua personalidade "real" não me interessou menos do que a do homem célebre, complexo e multifacetado da sua vida. Aliás, neste caso a celebridade não importa, a matéria do livro é o diálogo de duas pessoas em igual medida importantes, que mutuamente se procuram, encontram e desencontram.
É possível que para o leitor (como no início para mim) as figuras de ambos se revelem muito diferentes do que esperaria. O que não considero uma perda, mas uma revelação surpreendente.»
Teolinda Gersão
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“Teolinda é uma das grandes figuras da literatura portuguesa contemporânea e possui a força de um furacão; aliada a uma delicadeza extrema, essa força dá-nos o retrato de uma mulher nascida das suas próprias contradições e que, ao longo de vinte livros, delas se alimenta.”
LUCIANA LEIDERFARB, EXPRESSO
“Assente numa investigação meticulosa da correspondência íntima entre Martha e Sigmund Freud (mais de 1.500 cartas), o romance resgata uma figura historicamente apagada e devolve-lhe voz e vida. Uma vida situada no século XIX que ressoa de forma inquietantemente contemporânea na condição das mulheres de hoje, afirmando que ambas as vozes têm igual direito a ser ouvidas.”
MOVIMENTO DEMOCRÁTICO DE MULHERES“A Autobiografia Não Escrita de Martha Freud dá voz a uma narradora na primeira pessoa, autónoma e paciente, em busca de si mesma, através de um percurso fragmentário, deliberadamente subjectivo e intensamente (auto)crítico.”
CRISTINA NOBRE, JORNAL DE LEIRIA“Este é um livro que devia ser conhecido por todos, estejam ou não familiarizados com as teorias de Freud. (…) O romance pode ler-se como um thriller (…) Com a sua linguagem poética e cativante, o livro merece urgentemente uma tradução brasileira.”
DÉCIO TORRES, JORNAL DA TARDE (SALVADOR, BRAZIL)“O livro baseia-se em mais de 1.500 cartas trocadas entre Sigmund Freud e Martha Bernays, documentos que servem de matéria-prima, rigorosamente analisada pela autora, que os lê em profundidade, interpretando silêncios, lacunas e subtextos.”
CLEBER FRANCISCO ALVES, DIÁRIO DE PETRÓPOLIS, BRAZIL
“O recente romance A Autobiografia Não Escrita de Martha Freud é a chave de ouro para um tema central na obra de Teolinda Gersão. (…) Depois da Revolução de 25 de Abril, nenhuma outra autora se dedicou de forma tão consistente à escrita feminina/feminista.”
MIGUEL REAL, JORNAL DE LETRAS“Martha Freud, durante tanto tempo eclipsada pela sombra do marido (…) esta abordagem pode ser vista como uma forma de reparação histórica.”
MATTEO PUPILLO, PROFESSOR SORBONNE UNIVERSITY, PARIS“A magnífica A Autobiografia Não Escrita de Martha Freud, de Teolinda Gersão (…) uma obra ousadamente original, tanto no tema como na forma, que dá voz a uma mulher já não invisível nem silenciosa.”
DARLENE J. SADLIER, INDIANA– BLOOMINGTON, USA“O romance não é diacrónico; o tempo comprime-se e expande-se conforme a vontade de uma escritora há muito senhora do seu ofício.”
LUÍS SERRANO, AS ARTES ENTRE AS LETRASConsiderado um dos melhores livros do ano na VISÃO (11.12.24) e no EXPRESSO (13.12.24)
“Isto poderia descrever-se como um gesto político: um romance que resgata Martha Bernays.”
VISÃO
“Uma notável ‘autópsia’ do casal Martha–Sigmund. Um livro notável.”
JOSÉ GAMEIRO , EXPRESSO“O romance impressiona pela tentativa minuciosa de aceder à dimensão mais íntima da vida de Martha Bernays.”
SÉRGIO ALMEIDA, JORNAL DE NOTÍCIAS“A Autobiografia Não Escrita de Martha Freud (Porto Editora) aborda a relação entre o fundador da psicanálise e a sua mulher, ‘silenciada e reduzida ao estereótipo de esposa, mãe e dona de casa’. Um tema difícil e fascinante, que recomendo mesmo antes de ter lido este romance, construído a partir das cartas que trocaram.”
JOSÉ MIGUEL JÚDICE, EXPRESSO (online)“Mais do que revisitar Freud, o livro propõe um gesto inovador: resgatar Martha como sujeito da sua própria história.”
JOÃO CÉU E SILVA, DIÁRIO DE NOTÍCIAS -
Prémio Urbano tavares Rodrigues, 2025
Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, 2024
Prémio SPA, Sociedade Portuguesa de Autores (Finalista), 2024