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Atrás da Porta e outras Histórias

Atrás da porta há segredos. De beleza ou de horror, porque o mundo e a vida não são o que parecem. Por vezes a literatura consegue espreitar por uma frincha da porta, ou mesmo forçá-la a abrir-se. Essa tentativa, sempre renovada, é o objectivo da escrita.

  • A escrita de Teolinda traz luz à nossa escuridão, mesmo que a loucura espreite a cada momento. Somos nós do outro lado do espelho a espreitar a nossa própria humanidade.

    Aliás, os três substantivos do título destes contos significam, talvez na totalidade, toda a condição humana, no imaginário destes personagens e na realidade das nossas próprias vidas.

    — Vamberto Freitas, Açoriano Oriental

    Uma notável arquitectura onde os planos convergem e divergem sem um fechamento definitivo. Onde não há redenção, nem castigo. E onde, como em qualquer pesadelo digno desse nome, nunca nada realmente termina. Prantos percorre com destreza o espectro vasto do quotidiano. Do mais conturbado ao mais aparentemente plácido, a escrita de Teolinda capta o pulsar distinto da vida como se de um batimento comum se tratasse.

    — Hugo Pinto Santos, Público

    Uma finíssima e maliciosa ironia, uma pessoalíssima liberdade de execução, e uma enorme variedade de registos e de vozes narrativas. Tudo alimentado por uma prodigiosa imaginação fabricadora.

    — Eugénio Lisboa, Jornal de Letras

    Teolinda retoma a shortstory situando-a nesse campo fascinante da demiurgia, fantasiando enredos em torno de existências, relacionamentos, desejos secretos, perdas, desilusões, ressentimentos, excessos e perversões, explorando as fronteiras do acto de criação e cruzando nele a realidade e o imaginário, o acontecer e o poder acontecer, a matéria do quotidiano e o absurdo, o senso comum e a loucura.

    — Clara Rocha, Colóquio/Letras

    Atrás da Porta e Outras Histórias de Teolinda Gersão apresenta quatorze pequenas obras-primas sob o signo da melancolia. São contos protagonizados por homens ou mulheres comuns, que procuram encontrar uma saída para o quotidiano asfixiante da vida e descobrir um sentido para a existência.

    — João de Mancelos,Cintilações: Revista de poesia, ensaio e crítica 3

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